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[Escrito por Gabriel Augusto]

A série documental “Sunderland até morrer”, disponível na Netflix, conta a trajetória decadente de um time inglês seis vezes campeão nacional, que estava na 1ª divisão e é rebaixado para jogar a segundona.

Porém, se você não gosta de futebol (ou até mesmo se ama), pode aprender algumas lições sobre Gestão Empresarial, já que os clubes europeus funcionam assim.

Confira 5 lições de “Sunderland até morrer” sobre Gestão Empresarial:

 

1. Estrutura não garante bons resultados

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O Sunderland tem uma estrutura digna dos grandes clubes europeus. Estádio e centro de treinamentos modernos com instalações de dar inveja a qualquer time brasileiro.

Claro que toda essa estrutura ajuda, mas não garante bons resultados. Ainda mais se seus adversários também investem pesado nisso. Por isso, é preciso contratar profissionais competentes para conseguir extrair o máximo dela.

 

2. Adapte-se à nova realidade financeira

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Como qualquer negócio, o futebol é movido a dinheiro. E cair para a segunda divisão significa cortes drásticos nas verbas de TV e patrocínios. Ou seja: hora de apertar os cintos.

Na série vemos o dilema do CEO, Martin Bain, em fazer um time mais barato, porém competitivo para voltar à primeira divisão logo. Será que ele consegue?

 

3. Não é uma empresa, são pessoas

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Sunderland é uma cidade com cerca de 280 mil habitantes, que depende muito do time. Ele gera empregos, os bares e demais comércios precisam dele, além de ser o principal passatempo dos moradores.

A série acerta em cheio ao mostrar os bastidores e como os funcionários reagem nas derrotas e nas vitórias do time. Por isso, a empresa precisa valorizar o material humano, pois sabemos que a motivação das pessoas determina a qualidade do serviço.

 

4. Em momentos ruins, nem todos ajudam

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A produção dá uma dura lição no espectador: quando o momento é ruim não dá pra contar com todo mundo. No meio do futebol, isso é ainda mais evidente. Nem todos os jogadores estão ali porque querem.

Alguns estão emprestados e só pensam em jogar bem para conseguir uma oportunidade melhor na carreira.

A pior coisa que pode acontecer para qualquer projeto é ter pessoas que se omitem nas dificuldades. Isso compromete qualquer chance de sucesso.

 

5. Investimentos precisam ser certeiros

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O ano era 2014 e o Sunderland fez uma contratação cara e ousada. Investiu R$ 38 mi, no jogador inglês Jack Rodwell, do Manchester City.

Salário alto e quase 4 anos sem vencer na Premier League, Rodwell comprometeu (e muito!) as finanças do Sunderland quando o time chegou na segunda divisão.

O CEO queria vender o jogador ou liberá-lo do contrato para ter mais dinheiro e fazer outras contratações. E isso mostra como investimentos ruins levaram um time tradicional rumo à decadência.

 

“Sunderland até morrer” é uma série documental excelente e rápida para assistir. São 8 episódios para você ver e tirar várias lições sobre gestão de negócios e pessoas.

E aí, gostou? Qual a série você quer ler aqui no Artescétera?