Não é de hoje que o Brasil está na lista dos gringos. Rio de Janeiro e praias nordestinas estão no top 5 há uns bons anos, mas São Paulo e outros destinos também estão ganhando espaço. Um destes novos nomes é Inhotim, a 60 quilômetros da capital mineira, Belo Horizonte. Inhotim é um enorme museu a céu aberto (considerado o maior centro de arte ao ar livre da América Latina). Com mais de 140 hectares de área verde ele abriga um dos mais importantes acervos de arte contemporânea do país, além de uma botânica abundante, repleta de plantas e árvores raras.

Em 2014, o museu foi um dos 25 mais bem avaliados do mundo pelo Trip Advisor e, de lá pra cá, só vem ganhando mais amantes e visitantes.

Fomos conferir o local e já podemos adiantar: é tudo o que falam sobre ele e muito mais.

Restaurantes: o museu oferece 3 opções gastronômicas: os restaurantes Tamboril e Oiticica, e o Café do Teatro. O Tamboril tem uma pegada mais chique, com buffet livre de opções gourmet. Fica em um cantinho super charmoso do parque, fazendo você se sentir em um oásis em meio à floresta. Já o Oiticica, onde optamos por almoçar, é um self-service por quilo e impressiona pela qualidade da comida: tudo muito fresco e bem temperado, com opções abundantes para os simpatizantes do vegetarianismo. Comemos muito bem, com direito à bebida e sobremesa, por apenas R$ 30,00. No dia em que fomos, o Café do Teatro estava fechado, mas só de observar parece ser um lugar muito agradável também.

Infraestrutura: sabe a frase clichê “nem parece Brasil de tão bom que é”? Pois foi exatamente o que pensamos, andando por Inhotim. Cada pavilhão é infraestruturado com banheiros muito limpos e arejados (você atende ao chamado da natureza em meio à mata), água geladinha para matar a sede, bancos enormes de troncos de árvore para descansar e sombras por toda parte. Além disso, o parque oferece um serviço de transfer para os visitantes se deslocarem livremente sem se cansarem demais. Os carrinhos são limpos, novos e o vento fresco que bate na cara, em meio às árvores enormes, complementa a experiência.

Flora: o acervo botânico do parque tem aproximadamente 5 mil espécies, o que é mais de 28% das famílias botânicas conhecidas em todo o planeta. Tem planta de tudo quanto é tipo, cor e jeito. Além disso, o paisagismo é impecável, o que deixa a experiência ainda mais agradável e artística, além de render ótimas fotos.

Obras: como já dito acima, Inhotim abriga um dos maiores acervos de arte moderna do país. Algumas obras são maravilhosas e envolvem você de forma impressionante, enquanto outras se perdem no conceitual e não causam tanto encantamento. É a eterna rixa do clássico X moderno, mas que cumpre seu papel de causar reflexões e questionamentos. Afinal, arte é isso.

Arquitetura: quase todas as obras de Inhotim estão instaladas em galerias e pavilhões, que também se consolidam como uma vitrine da arquitetura contemporânea brasileira. Concreto, vidro, pé direito alto e espelhos d’água são algumas das características marcantes na arquitetura de tirar o fôlego de Inhotim. Com certeza, dá vontade de morar pra sempre em várias galerias do parque.

Cordialidade dos Funcionários: dizem que mineiros são simpáticos e os funcionários do parque confirmaram isso. Todos são muito solícitos, sorridentes, bem informados e dispostos a ajudar. Falei pra um deles, em uma das idas e vindas de tranfers, que adoraria ter um trabalho como o deles, ao ar livre, mas a resposta foi que ele adoraria trabalhar em um escritório fechado, como eu. Humanos, nunca estamos satisfeitos mesmo. Outro ponto interessante a ressaltar é que existem muitos funcionários com algum tipo de deficiência no parque, o que mostra uma preocupação de inclusão da equipe.

Lojinhas: o museu oferece duas lojinhas para os visitantes: uma voltada à botânica (com plantas e cerâmicas) e outra dedicada às obras de artistas e souvenirs. É tudo lindo, mas muito caro. Me contentei com um ímã da galeria Adriana Varejão para enfeitar minha geladeira. 😉

Em breve mais fotos de Inhotim na nossa coluna Sessão de Fotos. Fique de olho!