Uma noite para se ter na memória até você fechar os olhos para sempre. Este é o pensamento que muitos tiveram ontem ao presenciar a quarta passagem da maior banda do planeta pelo Brasil. O Rolling Stones presenteou os paulistas com um espetáculo de quase 2 horas e meia de duração, fazendo o estádio do Morumbi cantar e dançar da primeira a última música.

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O show de abertura ficou por conta dos (também clássicos) Titãs – a melhor escolha para abrir um show desse porte. Não consegui pegar o começo do show, mas tive o prazer e a sorte de chegar ao som de Flores. Depois foi uma emenda de vários clássicos, como Marvin, Comida, Polícia, Aluga-se (cover de Raul Seixas), até fecharem, por volta das 19h45, com a ótima Bichos Escrotos. Excelente cartão de visita para uma noite inesquecível.

Por volta das 21h10 as luzes se apagaram e a a gritaria começou. O lendário quarteto, formado por Jagger, Richards, Wood e Watts, entrou no palco e já mandaram a clássica Start Me Up,seguindo com It’s Only Rock ‘n Roll. Dobradinha inicial que levou o público ao delírio.

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Imagem retirada da internet

O show foi composto basicamente por músicas mais antigas, com exceção de Out Of Control, de 1997 – do álbum Bridges To Babylon. Worried About You, do álbum Tattoo You, foi uma das grandes surpresas da noite, onde Jagger, tocando teclado, soltou a voz com seu falsete a la Bee Gees.

No momento de apresentar a banda, os músicos de apoio foram merecidamente ovacionados, mas nem tanto quanto os quatro integrantes principais da banda, destacando o tiozão mais foda de todos os tempos, Keith Richards. O guitarrista foi aplaudido por quase 1 minuto e até brincou “Calma pessoal, temos um show a fazer”, sempre sorridente e curtindo total a vibe do show. Richards tomou conta do vocal em duas músicas, You Got The Silver e Happy.

Fica difícil destacar o ponto alto de um show desses, mas na humilde opinião desse que vos escreve, Paint It Black causou uma sensação que não há palavras para descrever. Surreal.

Depois de outros clássicos, como Bitch – esta escolhida pra ser tocada em Sampa., Midnight Rambler, Beast Of Burden, entre outros, veio a arrebatadora sequência final pra ninguém botar defeito, com Miss You, Gimme Shelter, Brown Sugar, Sympath For The Devil, Jumpin Jack Flash, You Can’t Always Get What You Want (esta com participação do Coral Sampa) e finalizando com a previsível (mas sempre bem-vinda) Satisfaction.

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Imagem retirada da internet

O que é muito caraterístico do Stones é a impecável performance vindoura desde seu inicio. É de ficar impressionado o fôlego apresentado pelos senhores com seus mais de 70 anos, principalmente Jagger, que continua com a voz irreparável e rebolando do começo ao fim do show sem apresentar nada de cansaço. Serão as drogas (rs)? Fora o fato que Jagger manda muito bem no seu português – mandou até um “Beijinho no Ombro”. O que uma Luciana Gimenez não faz, hein?

Fechando este texto, posso dizer que ontem foi uma das melhores noites da minha vida e que foi uma satisfação enorme ver estes dinossauros ao vivo e, por fim, garantir que dificilmente existirá um frontman tão bom quanto Mick Jagger. Para quem for no show de sábado (27), aproveitem, pois pode ser um dos últimos shows por aqui. Não deixe de acompanhar o Artescétera nas redes sociais  FacebookTwitterInstagram e assine o nosso canal no Youtube clicando aqui.