Você já ouviu falar na Maldição dos 27? Para quem não conhece, a Maldição dos 27 é aquela famosa coincidência de muitos músicos que morreram aos 27 anos. A lista é extensa, mas os nomes mais famosos são Brian Jones (guitarrista e fundador do Rolling Stones), Jimi Hendrix, Janis Joplin, Jim Morrison, Kurt Cobain e Amy Winehouse. A outra coincidência é que estes músicos citados, morreram devido ao uso excessivo de drogas, ou por consequência delas.

Mas a lista de mortes por overdose (ou consequências das drogas) vai muito além dos que se foram aos 27. Temos nomes que fazem falta considerável na música como Whitney Houston, Bradley Nowell (Sublime), Layne Staley  (Alice In Chains), Elis Regina, John Entwistle e Keith Moon (The Who), Sid Vicious (Sex Pistols), Chorão (Charlie Brown Jr.), Cássia Eller, Dee Dee Ramone, Hillel Slovak (Red Hot Chili Peppers) entre muitos outros que perderam a batalha para o vício.

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Mesmo que muitos possam consideram absurdo o que vou falar a partir de agora, não concordo que as drogas tenham tido apenas um papel negativo no mundo da música. Mas como assim? Como as drogas podem ter contribuído positivamente na vida destas pobres almas?

Se você fosse responder o que todos estes nomes citados acima têm em comum, provavelmente (e obviamente) iria chutar que eles são todos da música ou que todos morreram devido ao vício em drogas (conforme dito acima). Eu já responderia que todos estes artistas foram ou fizeram parte de bandas que cravaram o nome na história justamente pelo trabalho que faziam, ou seja, sua música.

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Quando eu falo do papel positivo das drogas, quero dizer na parte criativa, na concepção da música, no momento em que todos eles estavam chapados no estúdio, criando, compondo. Milhares de artistas lançaram seus melhores trabalhos quando estavam sob efeitos das substâncias ilícitas. E não se limita só na música, mas artistas de todas as áreas. Já foi comprovado que a mente “se abre” ao usar determinados tipos de drogas.

Como sempre faço no blog, vou citar exemplos desta teoria. Começando pelo Nando Reis, que já assumiu em entrevista que sente falta de cheirar cocaína para compor, que fez muitas músicas boas e interessantes sob o efeito do pó. Partindo para uma proporção infinitamente maior (não desfazendo do Nando Reis), um dos maiores (se não o maior) discos da história do rock foi criado sob o efeito de LSD. Falo do Sgt. Pepper’s Lonely Heart Club Band, clássico absoluto dos Beatles. Devido ao conservadorismo da época, os integrantes negaram que usaram. Depois de alguns anos, McCartney confirmou que o LSD teve grande e importante influência no disco.

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Em nenhum momento estou fazendo apologia às drogas neste texto. O mundo fica muito mais triste quando grandes nomes se vão deste modo. Eu sempre gosto de dizer que tudo que é feito em excesso, faz mal. A real é que quando usufruímos algo sem exceder seu limite, podemos conseguir atingir excelentes resultados.  E hoje, é inegável que está faltando muito gás para muitos artistas atuais. E você, acha que  a nova safra precisa experimentar um pouco de “talento”?

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