Já faz um bom tempo que o Brasil entrou na rota dos grandes shows e festivais mundiais. São N fatores que fazem com que investidores e artistas procurem o país. Além do lucro, que é praticamente garantido, o público brasileiro sempre foi muito caloroso com os artistas, tanto nacionais quanto internacionais.

Com o crescimento dos shows, veio também o aumento da divulgação dos mesmos, atingindo públicos bem maiores do que alguns anos atrás. Consequentemente, comparecer a shows se tornou “descolado” e todos querem ir – nem sempre para curtir a banda (ou as bandas) que vai tocar, mas sim, apenas para falar “fui em tal show / festival”. Já falamos aqui no blog sobre este tema no texto O Desinteresse do Público Atual nos Shows.

concert-crowd-crop

Alguns dias atrás estava assistindo – no Youtube – alguns shows novos e antigos de bandas diversas e comecei a reparar que antes o público era infinitamente mais animado e participativo. Uma grande diferença entre os novos e os antigos é a inúmera quantidade de telas brilhantes registrando os shows, algo que domina os atuais e que não existia nos de antigamente. Em sua passagem pelo Brasil, até o lendário Mick Jagger, do Rolling Stones, falou que “em São Paulo o público assiste ao show pelo celular“.

Mas ao mesmo tempo, reparei no quanto uma boa performance contagia o público presente em uma apresentação. Logicamente a idade chega para todos e aquele gás dos tempos de outrora nunca mais será o mesmo. Mas ainda assim você repara que os próprios artistas já não se dedicam tanto em sua performance quanto antes (não todos). Performance que antes era sinônimo de sentir a música, sentir o público, de amar aquilo que estava fazendo naquele momento, e não de se sentir na obrigação de fazer aquilo pelo fato de ter assinado um contrato.

Alguns anos atrás vi o show do Pixies, no SWU. Não tenho palavras pra falar o quanto a banda é fenomenal no quesito fazer música; sempre será tomada como referência. Porém, no quesito show / performance, me senti até mal quando os vi tocando, pois era clara a má vontade e insatisfação dos músicos em estarem ali. Uns anos atrás, a baixista que substituiu a eterna Kim Deal, uma das fundadoras da banda, foi demitida por dar um mosh durante um show.  Mesmo que ainda adore a banda, já não a vejo mais com os mesmos olhos que antes. Este foi um grande exemplo de como a performance pode influenciar no show.

The-Pixies

Agora voltando às boas apresentações, enfatizo o que disse acima sobre como uma performance muda completamente o show. Abaixo você vai conferir algumas destas boas performances de algumas bandas que, é nítido o tesão sentido ao estar tocando, a animação contagiante, a excitação vencendo o cansaço.

Não deixe de seguir o Artescétera nas redes sociais Facebook, Twitter Instagram e assine o nosso canal no Youtube clicando aqui. Confira abaixo e saiba (ou sinta saudades) o que é um show de verdade!

10- Red Hot Chilli Peppers – Around The World (Woodstock 99)

9- Nine Inchi Nails – Wish (Live AATCHB)

8- Planet Hemp – Seus Amigos (show 1997)

7- Prodigy – Voodoo People (T in The Park 2008)

6- Queen – Love Of My Life (Rock In Rio I)

5- No Doubt – Just a Girl (Tragic Kingdom live)

4- Pearl Jam – Porch (Pink Pop 1992)

3- Suicidal Tendencies – You Can’t Bring Me Down (Live in Madrid 1993)

2- Pantera – Domination (Moscow – 91)

1- Faith No More – Epic / We Care a Lot (rock in rio II)