De: 04/10/2017

Até: 23/10/2017

Horário: 09h00

Local: Centro Cultural Banco do Brasil

Endereço: R. Álvares Penteado, 112 - Centro, São Paulo

Entrada: a partir de R$5

Classificação: Livre


007-the-conversation-theredlist

Acontece no CCBB São Paulo a Mostra Som: a história que não vemos. A mostra traz filmes de diferentes cinematografias e períodos da história do cinema que evidenciam a importância do som nos filmes.

Integram a programação filmes como O cantor de Jazz (1927), que marca o início das exibições com áudio sincronizado à imagem, com pequenas linhas de diálogos sendo improvisadas pelo astro Al Jonson e clássicos como M- o vampiro de Düsseldorf (1931), do genial Fritz Lang, onde um assovio nos relaciona com o assassino antes mesmo de vermos seu rosto, e do ainda mais radical Entusiasmo (1930), primeiro filme sonoro de Dziga Vertov.

Filmes que fazem uso da experimentação em sua faixa sonora, seja com ruídos ou música também serão exibidos. O que seria das piadas de Jaques Tati em Playtime (1967), da construção contra pontual do som e o uso do silêncio em Persona (1966), de Ingmar Bergman, ou da construção de tensão em filmes como Era uma vez no Oeste, de Sergio Leone, e 2001: Uma odisseia no espaço, de Stanley Kubrick?

Juntam-se a eles títulos de diretores que dão grande importância ao som para criar e compor um mundo imaginário ou de sonho, onde questões filosóficas e psicológicas são destacadas como em Eraserhead (1977), de David Lynch, e Stalker (1979), de Andrei Tarkovsky.

Apocalipse Now (1979), de Francis Ford Coppola, é um dos títulos cruciais para o impulso estético e tecnológico e principalmente para a criação de conceito que amplia o papel do som e seu valor para contar uma história, além de proporcionar o surgimento do profissional responsável por criar a concepção de som de uma obra do início ao fim do processo, o “sound designer” ou designer de som.

 

Filmes mais recentes como o brasileiro O som ao redor, de Kleber Mendonça Filho, onde o som fala do cotidiano, torna-se personagem e cenário da história e Gravidade, de Alfonso Cuáron, onde o avanço da tecnologia faz com que o viva uma experiência única e fantástica na sala de cinema, também fazem parte da programação.

Além da exibição dos filmes, a mostra promove, no dia 18 a exibição especial de Gravidade, com descrição em libras e audiodescrição e, no dia 19, um debate com as presenças do curador Bernardo Adeodato, do técnico de som João Godoy e Eduardo Santos Mendes. Confira a programação dos filmes aqui.